COMO UTILIZAR CORRETAMENTE AS PALAVRAS

 

ESSE OU ESTE:

a) Esteesta isto são usados para objetos que estão próximos do falante. Em relação

ao tempo, é usado no presente.

Exemplos: Este brinco na minha orelha é meu.

Este mês vou comprar um sapato novo.

Isto aqui na minha mão é de comer?

b) Esseessaisso são usados para objetos que estão próximos da pessoa com quem

se fala, ou seja, da 2ª pessoa (tu, você). Em relação ao tempo é usado no passado ou

futuro.

Exemplos: Esse brinco na sua orelha é seu?

Esse mês que virá vai ser de muita prosperidade!

Isso que você pegou na geladeira é de comer?

Quando ficar com dúvida a respeito do uso de “esse” ou “este” lembre-se: “este” (perto

de mim, presente) e “esse” (longe de mim, passado e futuro).

ENCIMA OU EM CIMA?

Por muitas vezes ficamos em dúvida sobre a grafia correta das seguintes palavras:

“encima” e “em cima”. Qual é a correta ou qual devo usar?

A palavra “encima” vem do verbo “encimar” conjugado ou na terceira pessoa do singular

do indicativo ou na segunda pessoa do singular do imperativo. Tem significado de

“colocar em cima de”, “coroar”, “algo situado acima de”, “elevar”. Observe:

1. O slogan criado encima toda a campanha.

2. O gerente foi encimado diretor do departamento financeiro.

Já a expressão “em cima” é um advérbio ou preposição e significa “na parte mais

elevada”, “na parte superior”, “sobre”, e é antônimo de “embaixo”. Veja:

1. Esse livro estava em cima da cômoda ou embaixo?

2. Pode colocar em cima da mesa, por favor.

Curiosidade: Por que embaixo se escreve junto e em cima separado? Isso ocorre por

uma questão de fonética e também de ortografia. Os fonemas bilabiais “m” e “b” se

adaptam facilmente na língua portuguesa, além de ser admitida a união entre os

mesmos. Agora, no caso de “em cima” seria necessária a troca do “m” pelo “n”, o que

não é aceito ortograficamente, contudo, é muito comum encontrarmos “encima”.


 

FORMA E GRAFIA DE ALGUMAS PALAVRAS

Mas/Mais:

- Mas: conjunção adversativa, equivale a porém, contudo, entretanto:

Ex.: Tento não sofrer, mas a dor é muito forte.

- Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a menos:

Ex.: É um dos garotos mais bonitos da escola.

Onde/Aonde:

- Onde: lugar em que se está ou que se passa algum fato:

Ex: Onde você foi hoje?

- Aonde: indica movimento (refere-se a verbos de movimento):

Ex: Aonde você vai?

Que/Quê:

- Que: pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva:

Ex: Convém que o assunto seja esquecido rapidamente.

- Quê: monossílabo tônico, substantivo, ou interjeição.

Ex: Você precisa de quê?

Mal/Mau:

- Mal: advérbio (opõe-se a bem), como substantivo indica doença, algo prejudicial:

Ex: Ele se comportou muito mal. (advérbio)

Ex: A prostituição infantil é um mal presente em todas as partes do Brasil. (substantivo)

- Mau: adjetivo (ruim, de má qualidade)

Ex: Ele não é um mau sujeito.

Ao encontro de/De encontro a:

- Ao encontro de: significa “ser favorável a”, “aproximar-se de”.

Ex: Quando avistei minha mãe fui correndo ao encontro dela.

- De encontro a: indica oposição, colisão.

Ex: Suas idéias sempre vieram de encontro às minhas. Somos mesmo diferentes.

Afim/A fim:

- Afim: adjetivo que indica igual, semelhante.

Ex: Temos objetivos afins.

- A fim: indica finalidade:

Ex: Trabalho hoje a fim de folgar amanhã.


A par/ Ao par:

- A par: sentido de “bem informado”

Ex: Eu estou a par de todas as fofocas.

- Ao par: indica igualdade entre valores financeiros.

Ex: O real está ao par do dólar.

Demais/De mais:

- Demais: advérbio de intensidade, sentido de “muito”.

Ex: Você é chato demais.

Demais também pode ser pronome indefinido, sentido de “os outros”.

Ex: Alguns professores saíram da sala enquanto os demais permaneceram atentos às

orientações.

- De mais: opõe-se a de menos.

Ex: Não vejo nada de mais em seu comportamento.

Senão/Se não:

- Senão: sentido de “caso contrário”, “a não ser”.

Ex: não fazia coisa alguma senão conversar.

- Se não: sentido de “caso não”.

Ex: Se não houver conscientização, haverá escassez de água.

Na medida em que/ À medida que:

- Na medida em que: equivale a porque, já que, uma vez que.

Ex: Na medida em que os projetos foram abandonados, os estagiários ficaram

desmotivados.

- À medida que: indica proporção, equivale a à proporção que.

Ex: A emoção aumentava à medida que o momento da apresentação se aproximava.

Fui eu que fiz, Fui eu quem fiz ou Fui eu quem fez?

Qual será o correto, dizer “Fui eu que fiz”, “Fui eu quem fiz” ou “Fui eu quem fez”?

Para entendermos melhor cada uma das orações, vamos analisá-las separadamente:

- Fui eu que fiz – Nesta oração o verbo “fiz” tem como sujeito o pronome relativo “que”.

Logo, não há como o verbo fazer concordância com seu sujeito, uma vez que este é um

pronome. Então, o verbo é remetido ao antecedente do pronome relativo “que” para que

haja concordância em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª). Qual é o

antecedente do “que” nesta oração? “Eu”. Logo, a concordância “eu fiz” está correta,

bem como a oração “Fui eu que fiz.”. O verbo “fiz” concorda com “eu”, antecedente do

pronome “que”. Da mesma forma será nestes exemplos:

a) Foi ele que te lembrou de pegar a carteira!

b) Fui eu que ajudei você a estudar!

c) Somos nós que temos que pedir perdão!


Fique atento: Foi eu que fiz está errado, pois não se fala “foi eu” e sim “fui eu”. O certo

seria “Foi ele que fez.”, o verbo “foi” concordando com “ele” em pessoa e número.

- Fui eu quem fiz – Não está errado, pois responde a pergunta: Quem fez isso? Fui eu.

Observe que o verbo “fiz” concorda com o sujeito anterior “eu”. Essa construção é

comum, pois a tendência é que o falante concorde o verbo com o antecedente do

pronome relativo “quem”, assim como acontece quando é o outro pronome relativo

“que”. As seguintes orações são exemplos:

a) Somos nós quem convidamos você.

b) Sou eu quem estou com fome.

c) Fui eu quem li este livro.

- Fui eu quem fez – No caso do sujeito ser o pronome relativo “quem”, o verbo fará

concordância em terceira pessoa, já que trata-se de um pronome de terceira pessoa.

Dessa forma, a frase “Fui eu quem fez” está correta, assim como as seguintes

sentenças:

a) Somos nós quem convidou você.

b) Sou eu quem está com fome.

c) Fui eu quem leu este livro.

É comum surgir equívocos no uso dos pronomes pessoais, principalmente os do caso

oblíquo. Contudo, uma dica importante fará com que não haja mais dúvidas a respeito

desse assunto:

Entre eu e você ou entre mim e você?

De acordo com a norma culta, após as preposições emprega-se a forma oblíqua dos

pronomes pessoais.

Veja:

1. Isso fica entre eu e ela. (Errado)

 

1. Isso fica entre mim e ela. (Certo) ou

2. Isso fica entre mim e ti.

 

Os pronomes do caso oblíquo exercem função de complemento, enquanto os pronomes

pessoais do caso reto, de sujeito. Observe:

1. Ela olhou para mim com olhos amorosos (olhou para quem? Complemento: mim.).

2. Por favor, traga minha roupa para eu passar (quem irá praticar a ação de passar?

Sujeito: eu.).

Vejamos a pergunta que dá título ao texto: Entre eu e você ou entre mim e você?

Depois da explicação acima, constatamos que existe uma preposição: entre. Então, o

correto é “Entre mim e você”, pois após a preposição usa-se pronome pessoal do caso

oblíquo.


Da mesma forma será com as demais preposições: para mim e você, para mim e ti,

sobre mim e ele, entre mim e ela, contra mim, por mim, etc. Veja:

a) Ele trouxe bolo para mim e para ti.

b) Ninguém está contra mim.

c) Você pode fazer isso por mim?

d) Sobre mim e você há uma nuvem de muitas bênçãos.

Agora, observe:

Preciso dos ingredientes para mim fazer o bolo. (Errado)

Existe a preposição “para”, no entanto, o pronome “mim” está exercendo o papel de

sujeito da segunda oração: para mim fazer o bolo. Logo, o emprego do pronome oblíquo

está equivocado. O certo seria:

Preciso dos ingredientes para eu fazer o bolo. (Certo)

DE REPENTE OU DERREPENTE:

A expressão “de repente” significa “de súbito”, “de ímpeto”, “repentinamente” e tem

função sintática de advérbio de tempo ou de modo e, portanto, é uma locução

adverbial, uma vez que é o conjunto formado pela preposição “de” com o substantivo

“repente”.

A preposição “de” é antecedente e introdutória do substantivo “repente”, logo, não há

junção, fusão entre os dois termos e sim uma conexão, a fim de que haja um sentido

completo. Então, a expressão usada de forma correta é separada: “de repente”.

De repente, um barulho estranho veio pela janela.

De súbito, um barulho estranho veio pela janela.

Repentinamente, um barulho estranho veio pela janela.

Veja um exemplo com “de repente” na função de advérbio de modo:

Ele entrou de repente na sala. (o modo como ele entrou)

Diferente de:

De repente, o menino entrou na sala. (tem relação ao tempo em que o menino entrou na sala)

 

Referência: http://www.brasilescola.com/gramatica

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